Tudo o que vive depende inevitavelmente da água, elemento primordial da vida, sua fonte e sustentação.
Nossos corpos são 70% água, a Terra tem 70% de sua superfície coberta de água. Sangue e seiva são variações da água, similares até em composição.
A água é mediadora de todos os processos químicos, responsável por todas as transformações, metamorfoses, nutrição, transferência de informação, troca de energia. Governa a vida e a morte: quando viva, é curativa e doadora de saúde ; quando poluída e desgastada carrega doença e morte.
Água também é portadora de beleza. São muitos os fenômenos naturais que só ocorrem com sua presença: a magia impermanente e misteriosa dos árco-iris, a beleza das surpreendentes cores do nascer e por do sol, a dramaticidade do claro-escuro das tormentas, a dança graciosa das nuvens pelo céu.
Apesar de toda essa riqueza e de ser o elemento fundamental da vida, hoje é o mais degradado, mal tratado e desrespeitado. Há tempos a água pede socorro!!!
Nós, humanos, somos reflexo do mundo, e nossas “águas internas” também pedem socorro, estão doentes e sem condição de sustentar e equilíbrar a vida em nós.
A água – tanto dentro quanto fora de nós – precisa de nossa consideração e apoio para poder ser curada!
UM PROCESSO ARTÍSTICO, corretamente conduzido, pode restabelecer o fluxo de saúde e bem estar tanto no âmbito físico quanto no emocional, trazer de volta a leveza, o movimento, a alegria, reequilibrando e revitalizando todo o organismo. Através da arte podemos diluir a rigidez de nossos pensamentos, aquecer e sensibilizar nossa vida de sentimentos, motivar e revigorar nossas ações, encontrar novos propósitos, flexibilizar padrões.
O processo artístico tem um enorme potencial de colocar em movimento e renovar as “águas paradas” dentro de nós!!
As água doentes do mundo podem também ser tratadas através de um elemento artístico: as FLOWFORMS. Criadas pelo escultor e pesquisador John Wilkes, nos anos 60, são recipientes que revitalizam a água que circula por eles, voltando a fazer os movimentos que lhe são próprios: espirais e lemniscatas (forma de oito deitado). Têm sido muito utilizadas no saneamento básico, na produção de alimentos, na agricultura para diluição e dinamização de produtos, como elemento contemplativo em clínicas e consultórios ou como objeto estético e decorativo em residências.
Mais uma vez vemos a arte sanando e devolvendo o equilíbrio perdido.